Guia da Decoração Minimalista

Já ouviu falar do estilo minimalista, mas não sabe como decorar sua casa de acordo, ou quais as vantagens deste estilo de vida super em alta? Saiba tudo isso no nosso Guia de Decoração. Aqui explicamos o que você precisa saber para entendê-lo de uma vez. Leia o post completo e no final você estará pronto para pôr mãos à obra! 

O ritmo de vida das pessoas tem aumentado loucamente, trabalham mais horas por dia, às vezes em mais de um emprego, e quando chegam em suas casas, tudo que mais desejam,  é um tempo para descansar, curtir a família ou relaxar, praticando seu hobby favorito. 

Mas o que isso tem a ver com a decoração minimalista? Tem muito a ver. Pense por um momento: Você chega em casa na sexta-feira à tardinha e só quer relaxar. Mas olha a sua volta e vê acessórios espalhados, poeira, louças na pia, etc…que tristeza, não é mesmo? Não seria bom se pudesse minimizar estes compromissos com a casa? Torná-la mais prática e funcional? Pois é, todos queremos isso!

O estilo minimalista pode te ajudar nessa empreitada e ainda torná-la super estilosa. Para entender melhor, voltemos um pouco à história para saber porque ele foi desenvolvido.

Origem e Conceito

O minimalismo começou como um movimento artístico na década de 60 e 70. Começou nas artes plásticas, como oposição ao consumismo e a cultura de massa da época, e foi se espalhando para outros campos das artes (arquitetura, fotografia, design, etc) e da vida, como por exemplo: consciência sustentável, economia, visão sobre capitalismo, etc. Isso porque seu conceito básico é de que “menos é mais”. Como assim? Nas artes, isto significou menos formas rebuscadas, menos simbolismo, menos acessórios decorativos, menos cores, reduzindo ao essencial as linhas, o formato, o significado. Isto, com o objetivo de ser mais: mais literal, mais contéudo, mais expressão e crítica (em sentido construtivo).

Para confrontar ideais da época, artistas reduziram os elementos estéticos somente ao necessário para o que queriam expressar.

 

Mas como nossa sociedade continua igual, o minimalismo continua sendo uma alternativa de vida para fugir do estresse causado pelo estilo consumista.

Então, o que acha de experimentar essa tendência? Gostaria de viver com “menos”? Para você responder com mais certeza a esta pergunta, vamos agora entender como o estilo minimalista afeta a ambientação da nossa casa e, por extensão, a nossa rotina.

Iluminação

A iluminação minimalista se propõe iluminar de forma eficiente e elegante com peças de design discreto, sem muitas informações visuais ou cores que desviem a atenção do ambiente em geral. Essa eficiência não se resume apenas a iluminar da maneira certa, mas pretende favorecer suaves sensações de aconchego, prazer e conforto para a visão.

A iluminação minimalista preza pela discrição das suas peças…
…se aproveita de muita luz natural…

 

 

 

 

 

…e pontos de luz indireta.

 

Neste quesito você pode escolher pendentes com formato mais limpo e com LED integrado que vão deixar a iluminação difusa e harmônica. Também pode usar pendentes com um único globo e ainda usar fitas de LED e spots para uma luz indireta. Mas se quer atingir o auge da iluminação minimalista aposte nos plafons. Eles são perfeitos para este estilo e existe uma gama enorme de modelos para todos os gostos.

Decoração

Para deixar a decoração da sua casa minimalista, é preciso olhar para os acessórios de maneira diferente. O enfoque do minimalismo é a praticidade, por isso se você gosta de acessórios escolha com cuidado quais e ,acima de tudo, quantos pretende expor como enfeite. Por exemplo, se na sua casa as paredes são brancas, opte por vasos de plantas (não muitos, hein? haha), um porta retrato especial ou quadros com composições leves na parede. Para manter a limpeza visual é melhor escolher um quadro maior do que vários pequenos. Os tapetes e algumas almofadas são bem vindos para contribuir com o aconchego. Tudo isso pode ser usado, desde que com moderação. E se você possui alguma parede texturizada, abuse dela por destacá-la com uma iluminação especial, e usando menos objetos decorativos. Com menos interferência visual é possível obter mais qualidade de vida e tempo disponível para suas prioridades.

Ambientes com parede texturizada…
…e plantas na decoração são bem vindos, desde que com moderação.

 

 

 

 

 

 

No minimalismo, menos acessórios…
…produz maior senção de limpeza visual.

 

Móveis

Agora falemos sobre o tipo de móveis mais usados neste estilo. Como você já deve ter percebido, “quantidade” no minimalismo tem um sentido negativo e com os móveis é a mesma coisa porque o foco é ter praticidade e espaços livres, assim eles tendem a ser funcionais e ter menor interferência estética. Costumam apresentar um formato mais baixo para dar sensação de amplitude ao espaço e parecerem mais relaxantes e convidativos. Possuem design mais limpo, linhas retas e normalmente são feitos de madeira ou metal claros. Vamos a alguns exemplos: os bancos baixos e mesas de centro podem abrigar um pequeno acervo de livros, estantes sem pés, parafusadas à parede deixam o espaço menos poluído visualmente (e ainda facilitam a limpeza), os puffs também são ótima pedida e cama baixa com gaveteiros são outra boa opção. Assim você otimiza espaço e tempo.

Espaços livres dão o tom minimalista
Móveis baixos dão maior sensação de limpeza visual.
Marcenaria clean e de madeira clara contrasta com a parede escura.

Cores

Enfim chegamos a uma das partes mais importantes e que diferencia a decoração minimalista de outros estilos. A paleta costuma ter uma base neutra como branco, creme ou cinza. A partir daí, existem alguns grupos de tons que vão depender do seu gosto, por exemplo: você pode optar por tons pastéis como nude, bege, rosa claro, ou um grupo de cores “naturais”, ou seja, cores que se veem nos elementos da natureza como carvão, azul petróleo, verde oliva, marrom (em várias tonalidades). Mas lembre-se de reduzir essas variações á algum móvel ou objeto. Afinal, as cores devem refletir limpeza visual e organização.

Tons de marrom são usados nesta sala de estar minimalista
Mesmo com a parede verde, o clima minimalista permanece.

 

O sofá caramelo deixou o ambiente mais alegre sem fugir do clean
Quem disse que cinza e amarelo não combinam, não viu esta cozinha que, mesmo com essas duas cores, não abandona o minimalismo.

Estilo de Vida

Mas, para ser realmente adeptos do minimalismo, é preciso ir além da casa. Claro, os primeiros passos são os que citamos acima, mas mantê-los requer uma mudança de ponto de vista sobre outros aspectos. Ser minimalista requer pensar de maneira mais consciente, por exemplo, mentalize que, para manter-se neste estilo, é preciso consumir apenas o que realmente for necessário: menos móveis, menos enfeites, talvez até menos roupas, sapatos, papéis, maquiagens ou jóias. 

É preciso pensar na importância dos processos de desenvolvimento de um produto, que este, para chegar a ser produto final com mais rapidez, consome mais energia e matérias primas naturais, porém leva décadas e até séculos para se decompor na natureza, causando poluição em massa no planeta. Por isso, o minimalista opta por itens sustentáveis, consome com mais responsabilidade e preza pela qualidade de um produto em vez da sua quantidade. 

O estilo de vida minimalista proporciona mais tempo livre…

 

…para curtir seu hobby preferido ou conversar com a familia e os amigos.

 

Tudo isso significa possuir menos, para viver mais.

Você vai ter menos gastos com o que não é essencial, vai gerar menos lixo, porque vai consumir menos ou pelo menos consumirá de forma mais consciente. Isso é oposto ao modo de vida capitalista e consumista, que prega que quanto mais possuímos, mais felizes seremos. Então, pensar o contrário vai impactar de maneira significativa sua atitude e por extensão sua casa. Assim, depois de deixar a decoração mais clean (e obviamente mais fácil de organizar e limpar) é hora de colocar o pensamento minimalista em prática. O que quer dizer que, na maioria das vezes, será preciso se desfazer de algo, ou nenhum esforço na decoração fará sentido. Vamos lá?

Dica Extra: Como Desapegar

Sim, esta é, provavelmente, a parte mais difícil para quem quer começar, afinal todos acabamos nutrindo sentimentos pelo que possuímos e isso é natural. Assim, é preciso certo sangue frio nesta parte. Abordaremos aqui alguns itens que costumam ser guardados por consideração, mas que não são muito práticos (“minimalistamente” falando).

Fotos

Quem não ama, não é mesmo? Mas calma, você não precisa desapegar e jogar todas fora. Ao invés disso, avalie: tem uma versão delas em formato digital? Se não, procure digitalizá-las e guardá-las em uma pasta no computador. Se sim, guarde apenas as fotos impressas mais importantes, as que marcaram profundamente a sua vida e coloque-as em um álbum (apenas um, hein?). Esta é uma maneira de manter as memórias, sem precisar expô-las como nossas avós faziam (nada contra nossas queridas vovós, apenas este um estilo que diminui a decoração com acessórios).

Documentos e Papéis

Segue a mesma linha das fotos: digitalização! Quando se tratarem de contas, se ainda chegam na sua casa por correio, depois de pagas, é seguro guardá-las por 5 anos em uma pasta específica. Mas, se possível, dê preferência aos recebimentos por email, pois isso vai gerar menos consumo de papel. Quanto às sacolas de mercado, o ideal é levar sua própria ecobag nas compras, mas, caso não a tenha, procure dar um segundo destino a elas, como armazenar o lixo, por exemplo.

Souvenirs

 Ah como amamos! Parece que passear e não comprar uma lembrancinha, é como não ter ido, não é mesmo? Mas, para ser minimalista, é preciso se conter. Analise todos os seus souvenirs e aqueles que forem mais supérfluos tente desfazer-se.

Roupas e Sapatos

Sim, dói! Mas admita: você não usa tudo o que tem no seu guarda roupa! Então, faça o bem, e o que estiver em bom estado, doe. O que não estiver, engole o choro (como dizem as mães!) e jogue fora.

Tecnologia

Nossa maior dependência pela tecnologia gerou a necessidade de sempre ter a mão carregadores potentes e cabos com diferentes entradas. O resultado? É capaz que você tenha uma caixa com vários cabos e celulares velhos. Daí, quando você corre para usar um deles (provavelmente porque a bateria do seu telefone vai estar acabando) fica perdido, sem saber qual ainda funciona, certo? Então, procure tirar um tempinho para testar todos eles e, ao se livrar dos que já não funcionam, procure descartar da maneira correta: não misture-os ao lixo comum. Existem Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) que, às vezes, são instalados em shoppings e lojas de telefonia móvel. Na dúvida, entre em contato com eles. Ser minimalista inclui ter essa consciência. E já que estamos falando sobre tecnologia, porque não ficar offline de vez em quando? Exercite este tipo de “desapego”, para sua saúde mental e procure outras atividades para fazer, como aquelas que falamos no início do post.

Com mais tempo livre, procure outros prazeres…

 

Resumindo, a parte da decoração pode ser a mais divertida e prazerosa para um minimalista iniciante e deixamos para abordar na nossa dica extra as questões realmente importantes, que são a base deste estilo de vida. Os exemplos que demos são de itens que normalmente possuímos em grande quantidade em casa, que podem causar bagunça ou tomar tempo na limpeza e manutenção, mas esse exercício de desapego pode servir para qualquer outra coisa que você tenha e que te faça perder horas que poderiam ser dedicadas a algo mais importante. 

No começo vai ser difícil, porém, vai ficando cada vez mais fácil consumir menos, principalmente depois de ver os efeitos positivos na sua vida. 

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E então, gostou do nosso post? Está pronto para começar? Deixe seu comentário.

Se você já é adepto deste estilo, compartilhe com a gente suas experiências. Nós, da Starlumen, queremos muito saber!

 

Um comentário em “Guia da Decoração Minimalista

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